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sábado, 13 de dezembro de 2008

Banco de Portugal já decidiu acusação no caso BCP



O conselho de administração do Banco de Portugal (BdP) decidiu hoje quem são os acusados no caso de irregularidades cometidas com as "off-shore" do Banco Comercial Português, adiantou fonte oficial da entidade de supervisão ao Negócios. O conselho de administração do Banco de Portugal (BdP) decidiu hoje quem são os acusados no caso de irregularidades cometidas com as "off-shore" do Banco Comercial Português, adiantou fonte oficial da entidade de supervisão ao Negócios.
Fonte oficial não quis adiantar quaisquer outros processos sobre a acusação. Estão os acusados estarão alguns dos antigos administradores do BCP, estando em causm, entre outros ilícitos, a prestação de informação financeira falsa ao mercado.
“A decisão foi tomada hoje pelo conselho”, confirmou o porta-voz do BdP, adiantando que, como consequência de deliberação, serão feitas as notificações dos arguidos deste processo.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

CMVM proíbe "short selling" sobre títulos financeiros nacionais




A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) juntou-se a uma série de reguladores mundiais na proibição do recurso a operações de vendas a descoberto, o "short selling", sobre títulos de instituições financeiras. A medida deverá entrar em vigor já amanhã, e por tempo indeterminado.
A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) juntou-se a uma série de reguladores mundiais na proibição do recurso a operações de vendas a descoberto, o "short selling", sobre títulos de instituições financeiras. A medida deverá entrar em vigor já amanhã, e por tempo indeterminado.
Depois da Alemanha, França, Holanda, Bélgica, Austrália e a Ilha Formosa (Taiwan), terem seguido o exemplo dos EUA e do Reino Unido na abolidação temporária deste mecanismo que permite aos investidores ganhar com a queda das acções, hoje, a CMVM anunciou a adopção de medida semelhante.
Em comunicado, o regulador afirma que “durante um período limitado, os membros do mercado Euronext e do PEX devem recusar as ordens de venda de acções e outros valores mobiliários com elas relacionadas relativas a empresas financeiras cotadas na Euronext Lisbon quando o ordenante não lhes assegure, no momento em que é dada a ordem de venda, a disponibilidade prévia integral dos valores mobiliários objecto da ordem”.
“Estão em causa posições relativas a acções do Banco Comercial Português, do Banco BPI, do Banco Espírito Santo, do Banco Popular, do Banco Santander Central Hispano, do Banif SGPS, do Finibanco Holding e do Espírito Santo Financial Group”, acrescenta a entidade presidida por Carlos Tavares.
O Conselho Directivo da CMVM, que na sexta-feira aprovou a obrigatoriedade dos intermediários financeiros revelarem as operações de “short selling” no dia posterior à sua realização, determina que os membros dos mercados divulguem informação ao público sobre os investidores que assumam uma posição curta (“short selling”) sobre acções de empresas financeiras que excedam 0,25% do capital social das mesmas”.
Foi aprovado ainda um regulamento que estende esta obrigação de divulgação aos próprios investidores, impondo igualmente o dever de comunicação à CMVM “dessas posições curtas e de outras detidas em acções de empresas não financeiras cotados no Euronext Lisbon”.
“Esta decisão da CMVM atende às circunstâncias excepcionais que atravessam os mercados de capitais bem como às consultas entretanto mantidas no âmbito do Colégio de Reguladores da Euronext, tendo em vista a harmonização das regras sobre esta matéria nos respectivos mercados”, conclui o comunicado da CMVM.

domingo, 21 de setembro de 2008

CMVM analisa medidas para limitar 'short-selling'


A Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) está a analisar a necessidade de vir a adoptar medidas extraordinárias nas operações de 'short-selling' efectuadas em Portugal.
Uma fonte oficial da entidade reguladora dos mercados adiantou hoje à Reuters que esta análise está a ser realizada "no âmbito do Colégio de Reguladores da Euronext e do Committee of European Securities Regulators (CESR)".
"A CMVM está a analisar a oportunidade e a necessidade de tomar medidas extraordinárias relativas às operações de 'short-selling', para além da monitorização que já vem fazendo sobre as posições curtas assumidas pelos intermediários financeiros", acrescentou a mesma fonte.
A autoridade de supervisão defende que, "independentemente de quaisquer outras medidas, a obrigatoriedade de reporte transparente dessas operações aos supervisores assume particular importância nesta conjuntura".
Também esta semana, a entidade reguladora britânica Financial Services Authority (FSA) e a norte-americana Securities and Exchange Commission (SEC) proibiram temporariamente as operações de venda a descoberto de determinadas acções, para proteger os investidores e os mercados no actual cenário de crise financeira.
Esta medida de emergência da SEC irá vigorar até ao próximo dia 2 de Outubro, prazo esse que poderá ser prolongado por mais 10 dias, enquanto que a proibição imposta pela FSA irá permanecer durante quatro meses.
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Comentários :

F. Noronha Leal (noronha.leal@gmail.com)
Muito "ponderam" eles... É o Sr. Ministro da Economia a ponderar fazer agora aquilo que dizia ir fazer quando alargou o âmbito de actuação da ERSEléctricos para ERSEnergéticos e agora...o Sr. Presidente da CMVM a ponderar fazer aquilo que outros (USA, Reino Unido) reconhecem que já deviam ter feito há muito tempo (vá lá, fizeram agora!) Um pedido, ponderem menos e actuem mais, por favor!

mrrm
a uptick rule, tanto na cotação anterior como na média do dia, funcionou maravilhosamente durante décadas, até 7 de Julho de 2007, data em que foi suspensa. É curioso verificar o que sucedeu desde essa data. Há quem diga que o short-selling virou amok, uma expressão trazida pelos portugueses dos daiacos do Bornéu. digna da globalização. MMartins-Sintra

Joaquim Sartorio
Então que é feito do mercado livre? Agora as posições curtas é coisa má? Então os especuladores já não fornecem liquidez ao mercado? Agora são vilões? Como é que se faz a cobertura (hedging) das posições longas em índices, por exemplo,se não deixarem fazer vendas a descoberto? Palhaçada é o que isto é.

pedro miguel
Acho mto bem. Pena vir 10 anos atrasado. Caro Joaquim, na impossibilidade hedging, fecha-se parte da posição longa. é a unica solução para desalavancar o mercado e evitar a falencia do sistema. Há anos q se previa a ruptura sistemica na seuqencia da alavancagem excessiva motivada pelos derivados.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O BCP fez crime de manipulação de mercado


CMVM já identificou indivíduos ligados às irregularidades cometidas com acções do BCP em 'off-shores'

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários terá já identificado todos os beneficiários das 'off-shores' utilizadas para a compra de acções do BCP, que terá alegadamente servido para a manipulação do mercado, confirmou fonte da entidade de supervisão à agência Lusa.

Sara Gamito

A utilização pelo BCP de diversas sociedades anónimas, sediadas em paraísos fiscais, para a compra de acções próprias, com financiamento próprio, é o maior dos quatro processos que a CMVM tem em curso contra o banco.

O crime de manipulação de mercado é punido até três anos de prisão por quem os praticou, mas também se contempla uma punição de prisão até dois anos ou pena de multa até 240 dias, para quem num cargo de administração ou supervisão tivesse conhecimento
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